Gravidez e Maternidade
"O amor é, sem dúvida,a experiência mais
importante na vida de um ser humano" (Ashley Montagu em Phi Delta Kappan)
A mamãe
Sou Flavia Oliveira, carioca, 35 anos, mãe da Luiza.
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Luiza
A Luiza nasceu em 09/02/2004, de parto normal na Clínica Perinatal de Laranjeiras às 16:06hs.
Nasceu pesando 3,675kg e medindo 52,5cm.
Hoje ela está com 4 anos e .
Datas importantes Última menstruação: 17/05/2003 Descoberta da Gravidez: 10/06/2003 Primeira ultra: 04/07/2003 Descoberta do Sexo: 10/09/2003 Senti o bebê mexer: 23/09/2003 Chá de bebê: 20/01/2004 Nascimento: 09/02/2004
Umbigo caiu: 14/02/2004 Primeiro passeio: 18/02/2004 Primeiro sorriso: 10/03/2004 Furou as orelhas: 06/04/2004 Primeiro banho de piscina: 01/05/2004 Sentou sozinha: 26/05/2004 Primeira viagem: 28/05/2004 Rolou: 10/06/2004 Primeira papinha: 02/07/2004
Hoje tenho acupuntura e vou pedir ao Kioshi que bote umas agulhinhas milagrosas para diminuir a retenção de líquidos. Depois vou para casa e ficarei, literalmente, de pernas para o alto. Espero que melhore....
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À noite fiz uma massagem que a Pata me sugeriu e senti de novo isso. Será que foi a Lulu se manifestando???? Ainda não tenho certeza. Quem me pergunta eu digo que ainda não estou sentindo nada. Vamos aguardar mais uma semana. Já me disseram que a partir de 20 semanas, não tem para onde correr. Vou sentir de qualquer jeito. Quem viver, verá!!
O CRIME GRITANTE CONTRA A HUMANIDADE QUE SÃO AS MATERNIDADES
Trata-se de um crime de má fé, não de simples ignorância, porque o obstetra tem uma boa idéia dessas coisas e de outras também. Um bichinho qualquer ficou lá dentro meses, em simbiose autêntica. Sai o filhote e a fêmea está em volta, a primeira coisa que ela faz é lambê-lo inteiro, depois come a placenta, fica junto e aquece, dá de mamar. Ela fica lá o tempo inteiro, e essa é a maior garantia de sobrevivência e saúde da mãe e da espécie.
Vamos lembrar mais coisas sobre chimpanzés. Eles estão muito próximos de nós, apesar da diferença de aspecto físico. Dizem os estudiosos o seguinte: a diferença cromossômica entre nós e os chimpanzés é de 1%. A diferença de composição das proteínas é de 1%, embora esse número seja difícil de esclarecer; a história evolutiva do chimpanzé é 99% igual à nossa.
Portanto, nossa diferença em relação aos chimpanzés é bastante limitada.Vamos deixar isso dito porque vou falar muito sobre chimpanzés, e alguém vai dizer: "Mas eu não tenho nada a ver com chimpanzés". Estou mostrando que tem, e muito.
Então voltemos à maternidade, cujo crime básico é: nasceu a criança, afasta da mãe. Eu não sei como é que se pode inventar uma coisa dessas. Nos ambientes médicos se diz que, quando o sujeito não tem vocação para médico ele se torna parteiro, porque 97 vezes em cem a criança nasce muito bem, obrigado.
Algumas maternidades hoje em dia permitem - se a mãe quiser - que o filho fique junto dela. Mas, depois de ouvir esta notícia, as conversas continuaram, e algo mais foi se esclarecendo. É verdade, a proposta é feita, mas não é facilitada. É feita formalmente, compreende? Mas as caras e os jeitos estão dizendo: "Olha, não queira ficar, viu? Lá no berçário ele fica bem. Nós sabemos cuidar dele melhor do que você. Afinal, é seu primeiro filho, e você está fraca e cansada...". Epílogo tristíssimo: a maior parte das mães prefere que o filho fique longe.
A meu ver, um sinal claro de degeneração do instinto maternal produzida pela tecnologia hospitalar e por mil preconceitos descabidos contra o contato. Não que ele seja proibido, não. É apenas sutilmente desvalorizado. Nós somos muito parecidos com o canguru (e todos os marsupiais) num ponto. Vocês sabem que os cangurus nascem duas vezes. A primeira, minúsculo, nem sei como consegue rastejar entre os pêlos e dobras de pele até chegar à bolsa marsupial. Lá, gruda numa tetinha elástica, ficando em contato muito íntimo e muito demorado com ela durante meses e meses. Os marsupiais têm dois úteros, o útero propriamente dito, onde o filhote é gestado, e a bolsa marsupial, também chamada de útero externo. O ser humano é igualzinho ao canguru, só que a bolsa marsupial do nenê são os braços, o colo e o aconchego - o contato permanente com a mãe.
E precisa estar. Vocês sabem que o ser humano nasce e permanece muito tempo frágil e desamparado. Comparem esta história com a de um herbívoro, um búfalo, um cavalo. A fêmea dá a luz andando; o filhote, ao cabo de quinze, vinte minutos, começa a se por em pé, com todas aquelas varinhas espetadas, não sabendo bem manejá-las para andar. Mas é essencial que daí a não muitos minutos ele esteja em pé, porque, se em vez de quinze minutos ele levar 25, a fêmea o abandonará a fim de não se separar da manada, que é sua melhor proteção. Ele tem que aprender depressa a acompanhar o rebanho porque senão a onça pode comê-lo! Ao cabo de duas horas ele é um adulto pequeno, já tem liberdade - e controle - de movimentos. Pode correr, fugir. Pode acompanhar a mãe e a manada. Está seguro.
No começo da vida, um ser humano não sobrevive de jeito nenhum se não tiver um adulto em volta. E durante muitos meses é assim. Ele só vai andar com um ano de idade, a idade da autonomia - ou começo da liberdade. Agora ele sabe alguma coisa de essencial para sua vida. Sabe chegar aonde quer e fugir do que não quer. Nessa hora é que se estaria saindo da bolsa marsupial. É aí, por volta de um ano, que a criança humana é uma criança. Até essa idade é um feto. Até seu aspecto é de um feto - cabeça grande, tronco menor, membros minúsculos. Separá-la da mãe é um crime inominável.
Pelo amor de Deus, se alguém aqui vai dar à luz, segure seu filho perto, mesmo que não saiba o que fazer. Melhor que ele fique perto, desesperado, do que num berçário tranqüilo, aliás, nem é tão tranqüilo. Depois tem todo o resto da história dos berçários, mamadeiras com lactose (açúcar) para que ele pare de chorar, se envenene, perca a fome - e resmungue na hora de mamar.
Minha primeira mulher era médica, trabalhava na maternidade onde deu à luz, não foi nem um pouco bem tratada. E ela era médica de lá! A mesma gritaria, a mesma palhaçada de ordens contraditórias: "Faça força", "empurre". Na sala ao lado tem uma xingando o marido. "Desgraçado... nunca mais"...
A cena do nascimento humano às vezes é um horror. Vejam, não é uma opinião minha; a sociedade seria uma espécie de organismo vivo. Instituições, costumes e preconceitos não surgem por acaso, nem isolada nem independentemente. Entre nós o nascimento imprime, no fundo, a noção de que este mundo é perigoso - muito. Preciso fazer tudo o que me disserem e ficar bonzinho para sobreviver. Estou num mundo mais do que inimigo. Nasci do calor para o frio, do silêncio para o barulho de gritos e berros, do macio para o duro, do acolhedor para a solidão.
Um bom amigo acompanhou o nascimento da segunda filha. Como era médico, deixaram-no ficar. E ele descreveu claramente a enfermeira padrão da sala de parto, que é um monumento de insensibilidade. O que ela menos gosta na vida é de criança; está "farta" de ver bebê chorando e mãe berrando e tudo o mais. Ela pegou a criança, era um dia frio, pôs um pano finíssimo sobre a balança, que é uma lâmina de aço inox, e, sobre o frio da balança, pôs a recém-nascida nua. Natural, é preciso pesar, é a balança, tudo lógico, tudo bem explicado - a gente sempre explica tudo. E assim deixa tudo como está.
Voltam para casa e, um ou dois dias depois, meu amigo chega perto do berço e percebe que a menininha está com as costas encurvadas para não encostar no colchão. Ele percebeu na hora - Graças a Deus, graças a ele, ou até graças a mim, que lhe mostrei muito dessas coisas. O que ele fez? Pôs a mão sob o dorso da criança, mão quente, macia, gostosa. Fez força para cima, um pouco, até a criança perceber o apoio. Aí ele foi descendo a mão devagar, e ela foi descendo as costas junto até encostar na cama.
Ao ser posta sobre o frio do aço inox, ela endureceu e encurvou as costas para evitar o contato gelado. E ficaria assim não sei até quando se ele não tivesse percebido. Ela começaria com um desvio de coluna no primeiro dia de vida! O ser humano é extremamente delicado, não só desamparado mas também muito sensível. Precisamos aprender a cuidar muito melhor das crianças.
GAIARSA, José Ângelo- AMORES PERFEITOS - oitava edição - Editora Gente - São Paulo, 1994 - páginas 94 a 97
Falamos sobre livre demanda, amamentação exclusiva até os seis meses, chupetas, mamadeiras, posições para amamentação, ordenha manual, doação de leite para bancos de leite entre outros assuntos. Ficamos sabendo que o corpo de Bombeiros busca o leite na sua casa e leva para o banco de leite da sua cidade. Tanta gente desperdiça leite humano, enquanto muitos bebês cujas mães não podem amamentar têm que tomar leite industrializado... uma pena!!
Uma coisa muito legal é que o único bico que o bebê deve conhecer até os seis meses é o do seio, pois, caso contrário isso pode prejudicar a amamentação. A Aline nos perguntou se alguém já tinha visto alguma propaganda de chupeta ou mamadeira nos meios de comunicação. Não!!! Sabe por que?? Porque é PRO-I-BI-DO.
Existe toda uma legislação da ANVISA que não permite isso. Além disso, os fabricantes de bicos, mamadeiras e chupetas são obrigados a colocar nos rótulos de seus produtos a seguinte advertência: "O Ministério da Saúde informa: a criança que mama no peito não necessita de mamadeira, bico ou chupeta. O uso da mamadeira, bico ou chupeta prejudica a amamentação e seu uso prolongado prejudica a dentição e a fala da criança."
É incrível como apesar disso tudo, as pessoas ainda insistem que chupeta e mamadeira são bons para a criança....
Eu quero ser uma vaca leiteira e ter bastante leite para minha filhota mamar e ainda sobrar um pouco para doar!!!
Assim que puder colocarei a imagem da ultra que mostra que nosso bebê é mesmo a Luiza.
Seguem abaixo duas fotos tiradas na clínica na hora do exame!! Que mico, não?!
Dessa vez, meus pais não foram na ultra pois estão viajando, mas foram minha avó Nora, Guta e Débora. Depois fomos todos lanchar na casa da minha avó. Lá a Luiza ganhou alguns presentes do Guta e da Débora. Uma pulseirinha de ouro (Guta), um brinco de ouro de bolinha (Débora) e um vestidinho lindo (Débora) que está na foto abaixo:
Rituais africanos assustaram o obstetra Abner Lobão Neto na sala de parto, quando ele aprendeu que a lei da gravidade pode ser muito útil para mães, médicos e bebês
"Eu ainda era um aluno de 6º ano na faculdade de medicina quando tive a minha melhor lição sobre partos. Estava em um plantão noturno e a noite prometia tranqüilidade. Mas, ao iniciar a visita no pré-parto, vi uma cena insólita: uma parturiente negra, muito alta, nua e com um turbante tribal na cabeça. Arregalei os olhos. Ela estava de pé sobre a cama, com uma barriga enorme, como um surfista sobre uma onda. Emitia sons em um dialeto estranho, misturados a gemidos de dor. Fiquei apavorado. Ela podia cair e se machucar, ou ao seu bebê. Tentei acalmá-la de todo jeito, mas ela não me entendia e eu tampouco a ela. Continuou ali surfando enquanto fui procurar ajuda. Descobri que ela era de uma tribo de um país centro-africano e estava no Brasil acompanhando seu marido, um peregrino religioso. Com outros residentes, conseguimos a muito custo fazer com que descesse da cama. Mas ela não parou.
Entregou-se a outros rituais. Era um constante caminhar e agachar ritmados, que acabaram permitindo, alguns minutos depois, que ela desse à luz um lindo bebê, em perfeitas condições de saúde. E, para minha surpresa, depois do parto descobri que ela não tinha lesão alguma na região genital. Aprendi sobre a importância de respeitar a cultura de cada um e, também, que o parto tradicional, com a mulher deitada na horizontal, as pernas dobradas e apoiadas, pode ser mais trabalhoso e penoso. A lei da gravidade pode ajudar os médicos, as mães e principalmente os bebês em seu primeiro desafio, que é nascer."
Hoje recebi da minha amiga Glorinha o teste "Que bicho você é?" da revista Isto É. O teste é muito legal. São 10 pergutinhas fáceis de responder. Veja abaixo o que diz sobre a minha personalidade. A parte que eu mais gostei foi da última frase, por isso o post nesse blog.
Você é uma águia!
A águia é o símbolo maior das aves e representa um estado superior elevado. Isto quer dizer que você tem grande facilidade para meditar e entrar em contato com o divino. Este é o grande mergulho da águia. Sua coragem e força são admiráveis. Você é capaz de voar e criar, sem perder a noção de onde fica o chão (o que é muito bom!). A águia também está associada à paternidade, sendo uma pessoa que cuida muito bem dos seus filhos.
A professora Fadynha (que também é doula) é muito simpática, um doce de pessoa. Amanhã vou fazer uma avaliação pessoal para ela poder passar os exercícios específicos para mim. Depois da aula ela passou um trecho do vídeo "Viva o bebê" e o vídeo "Sagrado" que fala da humanização do nascimento. O vídeo é lindo e fiquei com pena de o Juvenil não ter ido comigo. Algumas alunas fazem as aulas junto com os maridos. Vou tentar levar ele na aula de amanhã...
Um simples tratamento bucal pode reduzir o risco de uma mulher dar à luz um bebê prematuro. A conclusão é de um estudo publicado no Journal of Periodontology, dos Estados Unidos. Foram analisadas 366 grávidas que tinham periodontite, um sério problema na gengiva. As que receberam cuidados para eliminar o tártaro e as placas bacterianas antes da 35ª semana de gravidez formaram o grupo com menor incidência de partos prematuros. As razões específicas dessa relação ainda estão sendo pesquisadas.
Já marquei horário com a minha dentista pois estou mesmo precisando fazer limpeza e não imaginava que isso poderia interferir tanto com a saúde do meu bebê.